Cuidar da saúde vai muito além de atender pacientes: é também proteger quem está na linha de frente.
Médicos envolvidos em eventos adversos podem se tornar "segundas vítimas", carregando sentimento de culpa, ansiedade, risco de burnout, entre outros.
O Conselho Federal de Medicina reforça que o diretor técnico tem papel essencial neste processo, promovendo uma cultura justa que substitui a punição pela melhoria contínua dos processos.
Também defende a criação de uma rede de suporte que deve oferecer acolhimento imediato após o incidente, acompanhamento por colegas treinados durante dias após o incidente e suporte especializado em saúde mental.
Mais do que prevenir erros, é fundamental garantir ambientes seguros e saudáveis para todos.
Porque cuidar do médico é, no final das contas, cuidar do paciente.
Fonte: Parecer CFM n.º 24/2026.
Murilo Médici Baptista – OAB/SP: 459.280